Concerto pela Paz <br>une vontades
Cerca de mil pessoas assistiram, no dia 7 de Janeiro, no Teatro Rivoli, no Porto, ao Concerto pela Paz, promovido pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC). O espectáculo, que acontece pela segunda vez naquela sala, contou com o apoio da Câmara do Porto e o empenho e participação de diversas organizações e cerca de 200 artistas, desde as crianças e jovens do Bando dos Gambozinos, da Orquestra Juvenil de Bonjóia, da Orquestra de Jazz do Conservatório de Música do Porto e do Balleteatro, até ao Grupo «Uma Vontade de Música», ao Coral de Letras da Universidade do Porto, acompanhado ao piano por Fausto Neves, culminando com Pedro Abrunhosa e seus músicos.
No átrio do Rivoli esteve patente uma exposição com poemas de crianças e jovens de escolas do Porto que trabalharam em torno do tema «Paz».
Reforçar a paz
Ilda Figueiredo, presidente da Direcção Nacional do CPPC, lembrou que aquela iniciativa realiza-se num contexto «particularmente complexo no plano internacional», onde, por um lado, «se mantém conflitos, guerras e agressões em muitas zonas do mundo, particularmente no Médio Oriente e em África, e graves ameaças à paz noutras zonas, desde a América Latina à Ásia», sem esquecer o drama dos refugiados na Europa e as «vítimas das políticas injustas e agressivas, que agravaram desigualdades sociais e aumentaram a pobreza, o que exige de todos os amantes da paz uma redobrada atenção e empenhamento na defesa da justiça, da liberdade, da democracia e da paz, de acordo com os valores de Abril».
Por outro lado, «também surgem raios de esperança, resultado das lutas dos povos e de todos os amantes da paz, com decisões muito importantes», valorizou, referindo-se às recentes decisões de instituições internacionais sobre Cuba e sobre a Palestina, reconhecendo os seus direitos.
Na sua intervenção, Ilda Figueiredo assegurou ainda que o CPPC «continua a contribuir para o reforço do movimento da paz em Portugal, a lutar contra a guerra e o militarismo, a desenvolver acções de solidariedade e cooperação com os povos de todo o mundo», o que também «depende da participação e empenhamento de todos os aderentes e amigos desta nobre causa da paz».